SF2I – Guerra dos Seis Dias – Missão #01

Status da Campanha:

Sete a oito divisões egípcias enviadas ao Sinai: 200 tanques opostos em Eilat, com o objetivo de cortar o sul do Negev. Ao longo da fronteira oriental de Israel, 60 mil soldados jordanianos e 300 tanques. O exército jordaniano foi posto sob o comando de unidades egípcias, assim como as forças do Iraque que entraram no território. Na fronteira norte com a Síria, 50 mil soldados sírios entrincheirados, fortificados e protegidos por concreto e aço. Cerca de 600 aviões egípcios, jordanianos, sírios e iraquianos prontos para entrar em ação.

Briefing:

Como parte integrante da primeira onda de ataque da Operação Moked nossa primeira missão é atacar Base Aérea de Beni Suef, onde está baseado um esquadrão de bombardeiros Tu-16.

Para esta missão estão designados dois Shahak, cada um armado com 4 bombas de 540 lbs e dois tanques alijáveis de 1300 litros.

Nosso alvo é um dos  hangares da base, com posterior passagem de metralhamento nas aeronaves que estiverem estacionadas no pátio.

Missão:

Alinhado na cabeceira da pista da base de Ramat David, aguardo a autorização para iniciar a decolagem.

Após a decolagem tomo a direção do litoral, mantendo uma velocidade que permita ao meu ala assumir sua posição na formação.

Após a reunião, prosseguimos sobre o mar a baixa altitude para evitar a detecção. O silêncio rádio é absoluto, e os radares também são mantidos desligados.

Ramat David está localizada ao norte das demais bases, nosso alvo é uma das bases mais ao sul. Este será um voo longo a baixa altura o que vai aumentar muito o consumo de combustível pelas aeronaves, tornando este fato mais um fator a ser considerado.

Nossa esquadrilha foi a primeira a decolar e enquanto rumamos para o sul, outras esquadrilhas também iniciam suas respectivas missões.

Ao entrarmos em território egípcio configuro o sistema para lançar as 4 bombas de uma vez, com intervalo de 60 metros.  Sou obrigado também a reduzir minha velocidade para não chegar no meu alvo antes da hora prevista.

O voo rasante exige uma atenção redobrada, devido a quantidade maior de obstáculos e o pouco tempo disponível para ações corretivas.

As últimas semanas viram uma grande atividade das forças aéreas árabes. Mas também indicaram um padrão de operação com horários bastante regulares. O ataque foi planejado para pegar os egípcios de surpresa, no intervalo das missões, com a maioria das suas aeronaves no solo.

Ao chegar no PI (Ponto Inicial) acelero o Mirage para a velocidade de ataque, inicio uma subida para 7000 pés e ordeno ao meu ala a atacar meu alvo.

Ao mesmo tempo, outras esquadrilhas informam pelo rádio do começo de seus ataques.

Mergulho contra o hangar e lanço todas as bombas de uma vez.

Cedo demais, antes que elas cheguem ao solo eu já sei que elas não vão alcançar o alvo. Efetuo uma curva à esquerda, seguida de reversão ascendente à direita para me posicionar para o metralhamento. Enquanto isto meu ala solta suas bombas e atinge o alvo garantindo a missão.

Durante o meu mergulho de bombardeio Red Crown, o TACC (Centro de Controle Aéreo Tático), deu o alerta sobre a decolagem de caças inimigos. Apesar de estarem distantes, ordeno ao meu ala que fique na cobertura enquanto eu desço para as passagens de metralhamento.

Os caças inimigos que conseguiram decolar tentam interceptar a força de ataque, que já está retornando à base. Ao final da minha segunda passsagem verifico o combustível e inicio o retorno.

Ordeno ao meu ala que retorne a formação e subimos para 15000 pés a fim de economizar combustível na viagem de volta.

Enquanto iniciamos nossa volta, um dos MiGs alcança uma formação de aviões Mystere IV e abre fogo. O MiG erra os tiros, não consegue reduzir a velocidade e colide com o seu alvo caindo em chamas. O Mystere por sua vez prossegue no seu, agora penoso, retorno à base apesar dos danos.

Retornamos sem maiores incidentes, a não ser por alguns tiros esparsos de Flak (Artilharia  anti-aérea) ao cruzar o Canal de Suez, que perturba mais do que oferece perigo.

Pouco antes de cruzar a costa meu ala me informa que está com combustível suficiente apenas para retornar à base. Segundos depois a luz indicativa no meu painel se acende, me indicando que agora eu também só tenho combustível para voltar à base.

Durante a descida uma segunda luz se acende indicando que meu combustível está na reserva.

Finalmente executo uma aproximação visual e o pouso de volta em Ramat David.

Debriefing:

A primeira missão foi concluída com sucesso, com o alvo principal foi destruído, mais três Tu-16 destruídos no solo e ambas as aeronaves retornaram a base sem problemas. A razão das minhas bombas terem caído antes do alvo esta relacionada ao mergulho para o alvo, iniciado antes do ponto ideal.

Outro fator a ser levado em consideração é a autonomia, em caso de enfrentamento com a caça inimiga numa penetração contra um alvo a esta distância deve-se ficar de olho no combustível e se livrar da situação o mais rápido possível.

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